O Real Madrid deu o braço a torcer. Após meses de Endrick aquecendo o banco e colecionando “DNP” (did not play) nas estatísticas, o clube merengue anunciou ontem (23/12) o empréstimo do atacante ao Olympique Lyonnais até o fim da temporada europeia (junho de 2026).
Com apenas 99 minutos em campo nesta temporada sob o comando de Xabi Alonso, o ativo brasileiro estava desvalorizando mais que NFT de macaco. A solução? Um “intercâmbio” na França para ver se o faro de gol ainda está em dia antes da Copa do Mundo.
Os detalhes da “operação baguete”:
- Dividindo a conta: O Lyon pagará 1 milhão de euros pelo empréstimo e assumirá 50% dos salários. Um preço de banana para ter um dos maiores prospectos do mundo.
- Cláusula de “Garantia de Uso”: O contrato exige que Endrick seja titular em pelo menos 25 jogos. O Real Madrid não quer apenas que ele mude de ares, quer que ele sue a camisa.
- Sem opção de compra: Florentino Pérez foi enfático: o garoto volta em julho. Não há valor fixado para venda; o Lyon é estritamente uma vitrine de luxo.
- Status de Estrela: No OL, Endrick não será “o reserva do Mbappé”. Ele chega para assumir a camisa 9 e liderar o ataque em um time que briga no topo da Ligue 1 e na Europa League.
Por que isso importa: No futebol moderno, o gerenciamento de talentos funciona como uma carteira de investimentos. Manter Endrick parado no Bernabéu era queimar capital. Ao enviá-lo para o Lyon, o Real Madrid faz um hedge: se ele brilhar, volta valorizado e pronto para brigar por vaga; se não render na França, o sinal de alerta sobre o investimento de 70 milhões de euros (contando impostos e bônus) vai piscar em vermelho vivo em Madrid.
The Takeaway: No final das contas, o Real Madrid está aplicando a tática da Apple: se o hardware novo está com bug no sistema principal, você manda para o laboratório de testes em um ambiente controlado antes do lançamento global. Para Endrick, é a chance de provar que é software de ponta e não apenas um hype de rede social.