Assinatura de acordo entre EUA e Irão prevista para hoje

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou, sábado, que a assinatura de um acordo com o Irão está prevista para hoje, após o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano ter afastado essa possibilidade.

“A assinatura do acordo está prevista para amanhã e, assim que for assinado, o Estreito de Ormuz estará aberto a todos”, escreveu o líder norte-americano, na sua rede social Truth Social, de acordo com a Lusa.

Nas últimas horas, ambos os lados indicaram que um acordo para pôr fim à guerra no Médio Oriente estava iminente, mas o Irão disse que o acordo seria assinado nos próximos dias.

O Primeiro-Ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país tem desempenhado o papel de mediador no conflito, disse ontem que se está mais perto do que nunca de um acordo de paz e que este poderia ser alcançado “nas próximas 24 horas”.

No entanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, declarou à agência de notícias Estatal IRNA que a assinatura não se realizaria amanhã, mas, sim, “nos próximos dias”.

Os relatos sobre um acordo, vindos do lado iraniano e norte-americano, divergem. A agência de notícias iraniana Mehr publicou o que apresentou como um projecto de protocolo de 14 pontos, atendendo a uma série de exigências iranianas, incluindo o direito de enriquecer urânio e a libertação imediata de 24 mil milhões de dólares em fundos iranianos congelados no estrangeiro.

Contudo, Washington disponibilizou uma versão completamente diferente. O Presidente norte-americano afirmou na sua mensagem que Washington recuperaria o urânio enriquecido do Irão “quando chegasse o momento certo” para “diluí-lo e destruí-lo, quer no Irão, quer nos Estados Unidos”.

Apresentando o acordo como “um muro contra armas nucleares”, Trump afirmou que os iranianos “não queriam mais armas nucleares” e que “não as obteriam, seja por compra, desenvolvimento ou qualquer outro meio de aquisição”. Assegurou ainda que “nenhum dinheiro” mudaria de mãos.

“Esperemos que este processo seja rápido, fácil e tranquilo. Caso contrário, temos a alternativa final, que esperamos nunca mais ter de se utilizar!”, concluiu Donald Trump, sem especificar a natureza da ameaça.

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