Os EUA endurecem as regras de entrada devido ao surto mortal de Ebola no Congo

Os Estados Unidos impuseram restrições temporárias de entrada e suspenderam a emissão de vistos para cidadãos estrangeiros que tenham estado na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias

O governo de Donald Trump anunciou, na segunda-feira, novas medidas de triagem de saúde e de viagens em resposta ao crescente surto de Ebola na África Central, que já matou mais de 130 pessoas.

De acordo com as novas restrições, pessoas que não possuírem passaporte americano serão impedidas de entrar nos Estados Unidos caso tenham viajado recentemente para a República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias.

As medidas foram anunciadas pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), que também informaram que uma triagem de saúde reforçada seria implementada para viajantes provenientes de áreas afetadas.

Autoridades de saúde no Congo afirmam que pelo menos 131 pessoas teriam morrido no mais recente surto. O ministro da Saúde do Congo, Samuel Roger Kamba, confirmou o número na terça-feira. O país vizinho, Uganda, também relatou uma morte ligada ao surto, segundo o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças.

O CDC informou que as novas regras entram em vigor imediatamente e permanecerão em vigor por pelo menos 30 dias. As restrições não se aplicam a cidadãos americanos, residentes permanentes ou militares americanos.

As autoridades também disseram que trabalhariam com companhias aéreas, agentes de fronteira e agências internacionais de saúde para identificar pessoas que possam ter sido expostas ao vírus durante viagens.

Relatórios de organizações internacionais de ajuda humanitária indicam que pelo menos seis americanos podem ter sido expostos ao Ebola enquanto estavam no Congo, embora ainda não esteja claro se algum deles foi infectado ou se ainda se encontra no país. Apesar das preocupações, o CDC afirmou que o surto representa, no momento, um baixo risco imediato para o público americano.

“Continuaremos avaliando a evolução da situação e poderemos ajustar as medidas de saúde pública à medida que novas informações forem disponibilizadas”, afirmou a agência em comunicado.

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