O saco de arroz de 25 quilos, que anteriormente era vendido a 18.000 kwanzas, está agora a custar entre 22.500 e 23.000 kwanzas, representando uma subida acima dos 25%. O arroz é um dos alimentos mais consumidos nas famílias angolanas, o que torna o aumento especialmente sensível.
Outro produto que também registou alta foi o óleo alimentar. O bidão de 20 litros, que custava 34.000 kwanzas, passou a ser vendido a 37.000 kwanzas. Com isso, o preço do litro no retalho estabilizou nos 2.000 kwanzas, valor considerado elevado por muitos consumidores.
Já a caixa de massa alimentar, um dos produtos mais procurados no comércio formal e informal, subiu de 4.600 kwanzas para 5.400 e 5.500 kwanzas. A variação tem sido justificada por vendedores com o aumento dos custos de aquisição junto dos distribuidores.
Comerciantes apontam factores como dificuldades logísticas, aumento dos custos de transporte e instabilidade no fornecimento como razões que podem estar a influenciar o mercado. Contudo, consumidores entrevistados mostram-se preocupados e reclamam do poder de compra cada vez mais reduzido.
As autoridades provinciais ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a situação, mas associações de consumidores defendem a necessidade de fiscalização reforçada e medidas de estabilização para evitar que os preços continuem a subir nas próximas semanas.
O aumento do custo dos produtos de primeira necessidade pode afectar directamente a segurança alimentar das famílias, especialmente daquelas com menor rendimento, que já enfrentam dificuldades acrescidas num período de pressão económica.