Enquanto prometia cortar montanhas de desperdício no governo dos EUA, o organismo de eficiência liderado por Elon Musk sob a égide de Trump — o DOGE — acabou por cair no limbo. A própria White House admitiu que “isso não existe” como unidade independente.
O que prometia
Logo no início, o discurso era bombástico: Musk empunhando uma motosserra simbólica à frente de enormes cortes, Trump vendendo a ideia de “governo menor, mais ágil”.
O que aconteceu
- O DOGE foi criado formalmente com prazo até Julho de 2026.
- Muitos dos seus membros foram realocados para outras partes da administração; a entidade principal deixou de operar como tal.
- Musk abandonou formalmente o cargo em Maio de 2025 com pompa, tipo “finjo‑me retirado, mas o espírito fica”.
O porquê do beco
Vários factores: falta de transparência nos números alegados de poupança, choque com mecanismos reais do governo, conflitos de interesse (um bilionário à frente de cortes no governo que também dependia desse mesmo governo) e… surpresa: a burocracia domina.
A ironia
Se o DOGE fosse de criptomoeda (“doge”), talvez houvesse hype inicial e correção depois. Aqui parece que a “moeda” caiu antes de subir. E Musk — sempre ele — a dar entrevistas místicas (“É como um estilo de vida… tipo budismo”, disse ele).
A moraleja
Promessas de grandeza, cortes radicais e agilidade máxima: uma miragem quando se encara a estrutura real de Washington. O que resta? Talvez a ideia continue — mas sob outro nome, outro formato… ou apenas moribunda.