A filial holandesa da fabricante francesa de artigos de luxo Louis Vuitton concordou em pagar meio milhão de euros (US$ 595 mil) em um acordo extrajudicial relacionado a uma investigação de lavagem de dinheiro, anunciou nesta quinta-feira o Ministério Público da Holanda.
Os promotores afirmaram que a grife não cumpriu uma lei destinada a prevenir a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo quando uma mulher de 36 anos supostamente usou nomes diferentes repetidamente ao gastar dinheiro “em artigos de luxo em lojas como a Louis Vuitton”. A mulher é suspeita de ter gasto mais de 2 milhões de euros em produtos provenientes de atividades criminosas entre agosto de 2021 e fevereiro de 2023.
“A Louis Vuitton violou a Lei de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo… e não fez o suficiente para impedir a lavagem de dinheiro por parte de seus clientes. Durante um longo período, a empresa deixou de identificar corretamente os clientes que repetidamente gastavam grandes quantias em dinheiro vivo”, afirmou o comunicado dos promotores.
Um porta-voz da sede da Louis Vuitton em Paris não respondeu imediatamente aos pedidos de comentários.
Um processo por lavagem de dinheiro está em andamento contra a mulher e outros dois suspeitos, incluindo uma ex-vendedora da Louis Vuitton na Holanda. Alega-se que a vendedora avisava a mulher quando novas bolsas caras chegavam ao estoque e a alertava caso seus gastos ultrapassassem os limites que obrigariam a Louis Vuitton a notificar as autoridades sobre pagamentos suspeitos.
O acordo com a filial holandesa da Louis Vuitton foi alcançado fora dos tribunais “para liberar espaço limitado nas salas de audiência do Tribunal Distrital de Rotterdam”, disseram os promotores.
