Refugiados congoleses retornam do Burundi para aproveitar a melhoria da segurança

A melhoria da segurança no Leste da RDC permitiu o regresso dos primeiros 470 refugiados. A esperança de paz ganha força na região dos Grandes Lagos. Confira os detalhes!

 Milhares de refugiados congoleses no Burundi retornaram para suas casas do outro lado da fronteira, no leste do Congo, após a retirada dos rebeldes apoiados por Ruanda de uma cidade importante.

Cerca de 470 pessoas faziam parte do último grupo a cruzar a fronteira após fugir da violência em Uvira e arredores, há quase quatro meses. Elas buscaram abrigo no campo de refugiados de Busuma, na província de Buhumuza, no Burundi, e estavam entre os pelo menos 33.000 congoleses que retornaram para casa até março, segundo a ONU.

Os rebeldes do M23, que no ano passado tomaram vastas áreas do Kivu do Norte e do Kivu do Sul, na fronteira com Ruanda, retiraram-se posteriormente de Uvira, mais ao sul, sob pressão internacional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, emergiu como um facilitador-chave da paz, enquanto Washington tenta convencer ambos os países a se comprometerem com um cessar-fogo permanente, ao mesmo tempo que possivelmente abre caminho para que empresas americanas tenham acesso aos minerais do Congo, que são cruciais para grande parte da tecnologia mundial, de aviões a telefones celulares.

O evento de repatriação de quinta-feira foi supervisionado por um representante da Embaixada da República Democrática do Congo no Burundi. O evento representou um momento feliz para os refugiados, que enfrentavam escassez de alimentos e outros itens no campo de Busuma.

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