Kremlin pede estabilidade no Mali em meio à escalada da violência

O Kremlin pediu estabilidade urgente no Mali após a onda de ataques e a morte do Ministro da Defesa. Moscovo reforça o seu papel como principal aliado de Bamako e sinaliza maior apoio militar. Entenda o que está em jogo na geopolítica do Sahel no nosso portal!

A Rússia afirma desejar que o Mali retorne à paz e à estabilidade o mais rápido possível, após uma onda de ataques perpetrados por grupos jihadistas e separatistas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que Moscou considera importante um rápido retorno a uma situação pacífica e estável, mas se recusou a dizer se o Afrika Korps da Rússia tem forças suficientes no terreno para conter a crise.

Os comentários surgem após intensos combates no Mali, onde ataques coordenados teriam matado o Ministro da Defesa Sadio Camara e forçado as forças apoiadas pela Rússia a se retirarem da cidade de Kidal, no norte do país.

Crescem também as dúvidas sobre o paradeiro do líder militar do Mali, Assimi Goita, que não é visto em público desde o início da violência. Questionado sobre ele, Peskov afirmou que qualquer informação deve ser buscada no Mali, e não no Kremlin.

Analistas afirmam que a recente onda de violência está entre os desafios mais graves que o Mali enfrenta em mais de uma década.

Num momento em que o Mali enfrenta uma das suas piores crises de segurança, o Kremlin emitiu um comunicado oficial apelando à “estabilidade e contenção”. A declaração surge após uma sequência de ataques coordenados e o assassinato do Ministro da Defesa, eventos que ameaçam o governo de transição apoiado militarmente por Moscovo.

A Rússia, que através do seu Ministério da Defesa e de instrutores militares (anteriormente ligados ao Grupo Wagner) tem sido o pilar de sobrevivência da junta maliana, vê com preocupação a eficácia da nova aliança entre separatistas e islâmicos. O pedido de estabilidade é interpretado por analistas como um sinal de que a Rússia poderá aumentar o seu contingente ou fornecer hardware militar mais avançado para conter os insurgentes.

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