Um afegão de 26 anos, acusado de matar um trabalhador humanitário escocês de 38 anos, cujo corpo foi encontrado em uma mala, compareceu a um tribunal na Grécia na quinta-feira.
O suspeito, cujo nome não pode ser divulgado de acordo com a lei grega, é acusado de matar Elisabeth Ross e colocar seu corpo em uma mala antes de escondê-lo em um canteiro de obras abandonado na capital grega, Atenas, onde foi encontrado em 18 de julho.
Ele foi preso no domingo e mantido sob custódia na quinta-feira, acusado de homicídio doloso, roubo e porte ilegal de armas de fogo. Ele nega a acusação de homicídio doloso.
George Kalliakmanis, chefe do Sindicato dos Policiais do Sudeste da Ática, disse na quinta-feira que a polícia identificou o suspeito através de imagens de câmeras de segurança, que mostram um homem perto do local empurrando uma mala grande, que foi posteriormente encontrada por outro homem.
O suspeito treinou boxe e obteve algum sucesso nos campeonatos nacionais gregos, informou a CNN Grécia, afiliada da CNN. Ele se casou com sua esposa, uma cidadã americana, em 2023, e o casal tem um filho.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA não confirmou a nacionalidade da esposa, mas disse: “Quando um cidadão americano enfrenta dificuldades no exterior, o Departamento se empenha em fornecer toda a assistência consular cabível.”
A polícia divulgou algumas das provas que coletou para apresentar as acusações.
“Em seu primeiro depoimento, ele (o suspeito) nega ter matado a mulher. Ele disse que a encontrou morta no banheiro. E então entrou em pânico e decidiu remover o corpo”, disse Kalliakmanis.
“Mas ainda restam dúvidas sobre como ele entrou no apartamento da mulher. E se ela abriu a porta para ele ou se ele tinha a chave”, disse Kalliakmanis, que acrescentou que o homem admitiu ter usado o cartão bancário de Ross para sacar cerca de 10.000 euros (11.500 dólares).
Um prédio abandonado em Atenas, na Grécia, onde o corpo de uma britânica de 38 anos, Elisabeth Ross, foi encontrado dentro de uma mala no dia 18 de julho. Louiza Vradi/Reuters
A polícia também acredita que alguém continuou usando o celular de Ross após sua morte, enviando mensagens fingindo ser ela. As mensagens pararam depois que o corpo foi encontrado, disse Kalliakmanis.
Após a descoberta do corpo, a esposa do suspeito foi à polícia e relatou que um aplicativo de compartilhamento de localização usado pelo casal mostrou que seu marido estava no apartamento onde Ross morreu na noite de 15 de julho e nas primeiras horas de 16 de julho, disse Kalliakmanis.
Ela não o confrontou sobre o motivo de ele estar lá, acrescentou Kalliakmanis, que afirmou que os investigadores não encontraram provas de que a esposa do suspeito estivesse envolvida na morte de Ross.
O relatório inicial do legista não chegou a uma conclusão definitiva sobre a causa da morte, mas a asfixia não pode ser descartada, disse Kalliakmanis.
O suspeito compareceu brevemente ao tribunal na quarta-feira e retornou para outra audiência na quinta-feira.
O homem deixou o Afeganistão aos 15 anos e chegou à Grécia em 2016, informou a CNN Grécia. Ele e sua esposa fundaram uma ONG de apoio a refugiados em 2023.
As autoridades estão investigando se o suspeito conhecia Ross por meio do trabalho que ambos realizavam em apoio a refugiados na Grécia.
A Polícia da Escócia auxiliou na investigação e um porta-voz da corporação declarou: “Estamos cientes da morte da mulher escocesa em Atenas e estamos em contato com as autoridades na Grécia.”
“Os agentes estão prestando apoio à família dela na Escócia”, acrescentou a Polícia da Escócia em um comunicado à CNN.
