Acções da Petrobras recuam mais de 4% com queda do petróleo e esperanças de paz no Irão

Os papéis da Petrobras desvalorizam com força na Bolsa brasileira, a reflectir a queda de mais de 7% do crude na segunda-feira, em dia sem negociação no Brasil.
Acções da Petrobras recuam mais de 4% com queda do petróleo e esperanças de paz no Irão

As acções da Petrobras registam perdas expressivas na manhã desta terça-feira (3), na Bolsa brasileira. Os papéis preferenciais (PETR4) recuam 4,25%, para 57,62 reais, enquanto os ordinários (PETR3) perdem 3,97%, para 50,64 reais.

O movimento acompanha a queda do petróleo na segunda-feira. Nesse dia não houve sessão no Brasil, por causa do feriado de Finados, pelo que a reacção dos papéis ficou adiada até agora. Os recibos de depósito americanos (ADRs) da petrolífera estatal chegaram a ceder 4,40%.

Crude continua em baixa

Os principais contratos do Brent e do WTI chegaram a abrir em alta, mas passaram a cair ao longo da manhã. O WTI desce 2,11%, para 94,42 dólares por barril, e o Brent perde 2,76%, para 101,66 dólares.

Na segunda-feira, os preços tinham recuado mais de 7%. O Brent caiu 9,25 dólares (8,15%), para 104,18 dólares, e o WTI baixou 8,08 dólares (7,76%), para 96,04 dólares.

Negociações com mediação do Catar

A queda das cotações deveu-se a expectativas de que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão possa terminar, o que contribuiria para estabilizar o abastecimento de petróleo no Médio Oriente. As esperanças foram alimentadas pelas conversações entre autoridades iranianas e mediadores do Catar, que se prolongaram por vários dias.

O Presidente do Irão afirmou que o líder supremo atribuiu ao Governo "certas atribuições" nas negociações de paz. Segundo uma autoridade a par do processo, circula um rascunho de proposta, com possibilidade de uma reunião de acompanhamento.

Efeito noutras petrolíferas

Na sessão desta terça-feira, o efeito acumulado também afecta os ADRs de empresas como a YPF, a Shell e a BP, bem como acções de companhias como a ExxonMobil e a Chevron.

Com informação de InfoMoney.

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