Futuros em Nova Iorque divididos após ganhos ligados às eleições nos EUA

Os futuros de Wall Street seguem sem direcção única, num dia marcado pela queda do petróleo, pela vitória democrata nas intercalares e por receios com o sector tecnológico.
Futuros em Nova Iorque divididos após ganhos ligados às eleições nos EUA

Os índices futuros de Nova Iorque operam em sentidos opostos nesta quinta-feira (5), depois de um dia de ganhos impulsionado pela forte descida do preço do petróleo e pela vitória democrata nas eleições intercalares nos Estados Unidos.

Segundo a InfoMoney, o alívio geopolítico e a expectativa de menor pressão inflacionária favorecem parte do mercado. Em sentido contrário, as preocupações com possíveis restrições à expansão de centros de dados penalizam as acções de tecnologia. Os investidores aguardam também novos dados do mercado de trabalho norte-americano, que podem influenciar as expectativas sobre os juros da Reserva Federal (Fed).

Estados Unidos

O futuro do Dow Jones sobe 0,46%, o do S&P 500 recua 0,03% e o do Nasdaq cai 0,69%. Ainda hoje serão conhecidos os pedidos semanais de subsídio de desemprego e, na sexta-feira, o relatório de emprego não agrícola (payroll) de Outubro, um dos principais indicadores da saúde do mercado laboral.

Na época de resultados empresariais, Tapestry, Kimberly-Clark e ConocoPhillips divulgam contas antes da abertura. Airbnb e Akamai fazem-no à tarde.

Europa em alta

As bolsas europeias negoceiam em terreno positivo, à espera da decisão de política monetária do Banco de Inglaterra. Espera-se que o banco central aumente as taxas de juro pela primeira vez em três anos, devido às pressões inflacionistas associadas à guerra entre os EUA e o Irão, seguindo o caminho dos principais homólogos.

O STOXX 600 avança 0,60%, o DAX alemão 0,48%, o FTSE 100 britânico 0,82%, o CAC 40 francês 1,27% e o FTSE MIB italiano 0,41%.

Ásia-Pacífico sem rumo

Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam sem direcção definida. As fabricantes de semicondutores voltaram a cair com força: o Kospi sul-coreano recuou 4,8% e as acções de Taiwan perderam 2,6%, com os investidores preocupados com o destino dos gastos avultados em centros de dados, uma das questões centrais da eleição.

O Xangai Composto subiu 0,10%, o Nikkei japonês caiu 1,79%, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 3,67%, o Nifty 50 indiano valorizou 2,51% e o ASX 200 australiano avançou 2,61%.

Matérias-primas e bitcoin

O petróleo desce pelo quarto dia consecutivo, com os mercados a apostarem que as perdas do Partido Republicano do Presidente Donald Trump nas eleições para o Congresso possam reduzir o risco de nova escalada da guerra de EUA e Israel contra o Irão. O WTI cede 0,11%, para 88,02 dólares por barril, enquanto o Brent sobe 0,53%, para 95,12 dólares.

O minério de ferro negociado em Dalian, na China, fechou em alta pela segunda sessão seguida, no valor mais alto em um mês, com 691 iuanes (103,60 dólares), mais 1,77%. A subida reflecte o forte desempenho das acções chinesas e a melhoria das margens do aço.

O bitcoin avança 0,54%, para 80.513,04 dólares, face à cotação de há 24 horas.

Com informação de InfoMoney.

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