O surto de Ebola ocorre em um momento particularmente perigoso: 26,5 milhões de pessoas em toda a República Democrática do Congo (RDC) já enfrentam grave insegurança alimentar, com necessidades que superam em muito a capacidade de resposta.
Quase dez milhões de pessoas já enfrentam níveis de fome críticos ou emergenciais (IPC 3 ou superior) nas províncias do leste da RDC (Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Tanganica). Mesmo pequenas interrupções podem agravar ainda mais a situação de fome das famílias.
Ituri é um dos pontos críticos de insegurança alimentar mais graves na RDC em 2026, com uma estimativa de 1,7 milhão de pessoas – mais de um terço da população – enfrentando níveis de fome em situação de crise ou piores (IPC 3+), incluindo mais de 500.000 pessoas em IPC4.
O Programa Mundial de Alimentos está fornecendo assistência alimentar e nutricional vital para pacientes, sobreviventes, contatos e famílias afetadas.
A desnutrição enfraquece seriamente as defesas do organismo, deixando as comunidades vulneráveis muito menos capazes de combater o Ebola e aumentando o risco de doenças graves e morte.
A insegurança alimentar no leste da RDC não começou com o Ebola. Ela já estava em níveis críticos devido aos conflitos e deslocamentos, e agora corre o risco de piorar ainda mais com a chegada do Ebola.
