A UNAIDS alerta que o corte no financiamento dos EUA pode custar vidas na África do Sul.

A diretora-geral da UNAIDS, Winnie Byanyima, alertou que a decisão dos EUA de retirar o financiamento para o combate ao HIV e à AIDS da África do Sul pode custar vidas e reverter anos de progresso na luta contra o vírus.

“Por favor, não retirem o dinheiro, porque isso significa tirar vidas”, disse ela a jornalistas antes de uma reunião da ONU sobre o HIV, instando Washington a considerar uma transição gradual.

Anteriormente, os Estados Unidos forneciam cerca de US$ 400 milhões por ano por meio do Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da AIDS (PEPFAR), o que representava cerca de 17% do financiamento da resposta ao HIV na África do Sul.

A África do Sul tem mais de oito milhões de pessoas vivendo com HIV, o maior número do mundo.

O Ministério da Saúde da África do Sul afirmou que não havia sido formalmente informado da decisão, mas que vinha trabalhando para alcançar maior autossuficiência.

A medida surge em meio ao agravamento das relações entre Washington e Pretória. Autoridades americanas afirmaram que o corte no financiamento está ligado a preocupações com as políticas da África do Sul, alegações que o governo rejeitou.

Na semana passada, o Departamento de Estado dos EUA confirmou a redução gradual do financiamento do Pepfar na África do Sul.

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