O governo está trabalhando com parceiros internacionais, incluindo a Unitaid e a Farmacopeia dos Estados Unidos, para identificar um fabricante nacional capaz de produzir o medicamento de ação prolongada para prevenção do HIV, o lenacapavir.
O medicamento, desenvolvido pela Gilead Sciences, é administrado por injeção duas vezes ao ano e tem sido visto como uma ferramenta promissora na luta contra o HIV.
Autoridades afirmam que a produção local poderia tornar o medicamento mais acessível e amplamente disponível em um país que continua a ter a maior incidência de HIV no mundo. Cerca de oito milhões de pessoas na África do Sul vivem com o vírus.
A iniciativa faria parte do programa de licenciamento voluntário da Gilead, concebido para ampliar o acesso ao medicamento em países de baixa e média renda. Até o momento, a empresa concedeu licenças a diversos fabricantes de genéricos em países como Índia, Egito e Paquistão, permitindo a distribuição em mais de 120 nações, incluindo a África do Sul.
Atualmente, o lenacapavir é fornecido principalmente por meio de programas apoiados por doadores, mas especialistas em saúde pública alertam que a demanda pode superar a oferta atual. O estabelecimento de capacidade de produção local poderia, portanto, desempenhar um papel crucial na ampliação da disponibilidade em toda a África e, potencialmente, em outros mercados de renda média.
