Guarda Revolucionária diz ter destruído quatro petroleiros no estreito de Ormuz

Teerão afirma que quatro navios colidiram com minas navais e que dois outros foram intercetados. As fontes divergem quanto à natureza do incidente, que ocorre numa rota estratégica para o petróleo.
Guarda Revolucionária diz ter destruído quatro petroleiros no estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje que quatro petroleiros foram destruídos no estreito de Ormuz, numa zona que Teerão declarou proibida à navegação. Segundo a versão iraniana, as embarcações colidiram com minas navais e continuam a arder.

Os relatos sobre o sucedido não coincidem por completo. Uma das fontes consultadas fala em ataque de forças iranianas aos navios, que a Guarda Revolucionária classificou como "petroleiros renegados". Outra reproduz a comunicação oficial de Teerão, segundo a qual as embarcações estavam a infringir ordens ao tentar atravessar a área interdita e foram atingidas por minas.

Dois navios intercetados e um drone abatido

Sem adiantar mais pormenores, a Guarda Revolucionária disse ainda ter intercetado outras duas embarcações consideradas "infratoras". Os responsáveis pelos sistemas de defesa iranianos reclamaram, por seu lado, a neutralização de um drone norte-americano Predator MQ-9 na região. Não foram apresentados detalhes adicionais sobre nenhum dos casos.

Um estreito no centro do conflito

O Irão declarou o encerramento do estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo do Golfo Pérsico, em resposta à ofensiva lançada em fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o país. O Governo iraniano avisa que a travessia só é segura se for feita por rotas autorizadas pelas Forças Armadas.

Washington rejeita que exista um bloqueio. Para os Estados Unidos, as suas forças mantêm o controlo militar da região. A presença naval norte-americana concentra-se no exterior da passagem, onde, segundo Washington, são feitas escoltas a embarcações para garantir a continuidade das exportações de petróleo do Médio Oriente.

As informações agora divulgadas têm origem em comunicações iranianas e não constam das fontes confirmações independentes.

Com informação de Observador, Notícias ao Minuto — Mundo.

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