O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, foi transferido para uma instalação militar na madrugada de sábado (7), poucas horas depois de ser destituído num processo de impeachment e de lhe ter sido decretada a prisão domiciliária. A informação foi avançada pelo jornal paraguaio "ABC" e divulgada pelo portal brasileiro G1.
Segundo o "ABC", a transferência ocorreu na noite de sexta-feira, pouco antes da meia-noite, e justificou-se por razões de segurança. Uma multidão concentrou-se em frente à residência de Peña, no bairro de Mbocayaty, em Assunção, a exigir que o ex-governante fosse levado para a prisão, tendo-se registado confrontos com a polícia.
Destino: unidade que protege o presidente
O antigo chefe de Estado foi levado para o Regimiento Escolta Presidencial (REP), instalação militar na capital paraguaia normalmente usada para proteger o presidente e a sua família, bem como autoridades estrangeiras em visitas oficiais.
Escândalo bancário na origem
Peña foi destituído na tarde de sexta-feira. Pouco depois, foi decretada a sua prisão, por alegado envolvimento no escândalo do banco ueno, instituição que faliu e provocou uma crise económica e política no país.
O ex-presidente deverá comparecer este sábado numa procuradoria federal, às 10h00 no horário de Brasília, no âmbito do processo de corrupção que corre contra ele.
O vice-presidente, Pedro Alliana, tomou posse como novo presidente do Paraguai ainda na sexta-feira.
Peña governava o país desde 2023 e, segundo a legenda de uma fotografia da Reuters citada pela fonte, tinha renunciado ao cargo a 5 de Novembro de 2026.
Com informação de G1 — Mundo.
