O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu de formas distintas à derrota do Partido Republicano nas eleições intercalares realizadas na terça-feira, 3 de Novembro. Os democratas conquistaram o controlo da Câmara dos Representantes e do Senado, o que lhes dá mais poder para fiscalizar o Governo e travar propostas da Casa Branca nos dois últimos anos do mandato.
Ameaça de veto antes do fecho das urnas
Ainda antes do encerramento da votação, Trump disse à CBS News, por telefone, que estava preparado para usar o poder de veto contra projectos democratas. "Eu tenho o poder supremo — chama-se veto", afirmou, acrescentando que aceitava ser tratado por "Sr. Veto".
O Presidente mostrou-se confiante de que conseguiria avançar com a sua agenda, qualquer que fosse o resultado, e invocou uma decisão recente do Supremo Tribunal que, na sua leitura, alargou os poderes presidenciais. Defendeu ainda que, após alguns meses de propostas barradas, os adversários acabariam por procurar um acordo com a Casa Branca.
Críticas à Fox News e "não estava no boletim"
Durante a apuração, Trump multiplicou as mensagens na sua rede social, a Truth Social. Criticou a cobertura da Fox News, chamou a um comentarista da emissora "burro como uma pedra" e atribuiu a queda de audiências ao espaço concedido aos democratas.
Já na madrugada de quarta-feira, quando a derrota republicana era evidente, escreveu que, se o seu nome estivesse no boletim de voto, os republicanos teriam vencido "POR UMA LAVADA". Ao The New York Times disse algo semelhante: sem o seu nome nos boletins, não foi possível mobilizar eleitores republicanos suficientes.
Disponibilidade para negociar
Na mesma entrevista ao jornal nova-iorquino, Trump afirmou aceitar o resultado e pretender trabalhar com os democratas. "Provavelmente chegaremos a algum acordo", declarou.
Comentou também a derrota de Darline Graham, candidata republicana ao Senado pela Carolina do Sul, e especulou que o senador Lindsey Graham, que morreu em Julho, teria provavelmente vencido a disputa.
Guerra com o Irão
O Presidente disse não se arrepender das decisões tomadas nos dois primeiros anos do segundo mandato, que classificou como o período mais bem-sucedido da história de qualquer presidente norte-americano. Sobre a guerra contra o Irão, defendeu a decisão de iniciar o conflito e afirmou que "faria tudo de novo".
Reconheceu, no entanto, que o conflito teve influência no resultado eleitoral, sobretudo devido à subida dos preços do petróleo e dos combustíveis, que poderá ter desagradado aos eleitores.
Com informação de G1 — Mundo.
