A repressão em Uganda se intensifica enquanto o líder da oposição enfrenta julgamento por traição.

A repressão política em Uganda está se intensificando, com o líder da oposição, Kizza Besigye, comparecendo ao tribunal sob acusações de traição, enquanto crescem as preocupações com um ataque cada vez maior à dissidência.

Besigye disse ao tribunal que o julgamento não poderia prosseguir enquanto seus advogados temessem por sua segurança, após um de seus principais advogados ter sido preso no início deste mês. O veterano da oposição está detido desde que foi sequestrado no Quênia, país vizinho, no ano passado.

A repressão tem sido liderada pelo General Muhoozi Kainerugaba, filho do Presidente Yoweri Museveni e chefe do exército de Uganda. Nas últimas semanas, ele ordenou a prisão de ativistas, políticos e advogados, atraindo críticas internacionais por suas ações cada vez mais radicais.

O alvo mais recente foi um dos maiores grupos de mídia independentes da África Oriental, cujos jornais, emissoras de televisão e rádio foram fechados por soldados durante o fim de semana.

No entanto, a empresa afirma estar em negociações com os militares para reabrir suas filiais em Uganda, embora os funcionários continuem impedidos de acessar seus escritórios, enquanto aumenta a pressão sobre as autoridades para restabelecer as operações de mídia.

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