Angola passou a ter o estatuto de Estado observador associado da Comunidade Ibero-Americana, decisão formalizada na XXX Cimeira Ibero-Americana, que decorre em Madrid entre 3 e 5 de Novembro. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) já veio saudar o feito.
Numa nota de imprensa, a secretária-executiva da organização, a embaixadora Maria de Fátima Jardim, felicitou a República de Angola. Para a CPLP, a decisão traduz um importante reconhecimento do papel angolano nas relações multilaterais e abre novas oportunidades de aprofundar a cooperação com os países ibero-americanos.
Um primeiro passo entre os Estados-membros
A organização lusófona sublinha que Angola é o primeiro Estado-membro da CPLP a adquirir este estatuto, o que considera de "particular significado". Na sua leitura, a conquista contribui para alargar a rede de parcerias, reforçar a projecção internacional dos Estados-membros e criar novas oportunidades de cooperação entre as duas comunidades.
A CPLP entende ainda que a adesão representa um passo significativo para o reforço das relações entre os espaços lusófono e ibero-americano, ampliando as possibilidades de diálogo político, de partilha de experiências e de iniciativas conjuntas em áreas de interesse comum.
Portugal diz ter apoiado a adesão
Também o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, saudou a decisão, numa nota divulgada depois de um encontro com o homólogo angolano, Téte António. Segundo Rangel, a entrada de Angola como observador "é um passo importante para aproximar África, América Latina e Europa".
O chefe da diplomacia portuguesa afirmou que a adesão foi apoiada e "promovida activamente" por Portugal.
A CPLP, que este ano assinala 30 anos, integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Com informação de Mercado.
