A dupla estava entre os mais de 20 réus acusados de envolvimento em uma rede internacional de tráfico de drogas supostamente comandada pelo traficante malinês condenado Ahmed Ben Brahim, amplamente conhecido como o “Escobar do Saara”.
Ambos os homens, antigos membros de alto escalão do partido da coligação governamental de Marrocos, enfrentaram acusações que incluíam corrupção, falsificação e posse, venda e exportação de drogas. Eles negaram todas as acusações.
O caso, que teve início em 2024, marca a primeira vez que figuras políticas marroquinas de alto escalão são julgadas em conexão com uma grande operação de tráfico de drogas.
Ben Brahim, que já cumpre pena de 10 anos de prisão em Marrocos, acusou os dois homens de ajudarem no transporte de drogas de Marrocos para o Norte da África e o Sahel, e de se apropriarem ilegalmente de uma de suas propriedades em Casablanca.
Ao longo do processo, a defesa argumentou que não havia provas materiais que ligassem os antigos funcionários aos alegados crimes, afirmando que a acusação se baseou principalmente no depoimento do traficante condenado.
Os advogados de Naciri e Bioui afirmam que pretendem recorrer após receberem a íntegra da sentença por escrito.
