José Mourinho abordou, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo da 12.ª jornada de La Liga entre o Valencia e o Real Madrid, a decisão de Cristiano Ronaldo de renunciar à selecção principal de Portugal, aos 41 anos. O treinador do Real Madrid foi ainda confrontado com o debate no futebol espanhol sobre a realização da ronda, depois da morte de Jesús de Miguel.
"Não é uma retirada"
Perguntaram a Mourinho se a decisão de Ronaldo foi natural ou forçada pelo desentendimento com o seleccionador nacional, Jorge Jesus. O técnico preferiu não a avaliar. "Mais do que comentar, deve respeitar-se, e, obviamente, eu respeito esta sua decisão. Não é uma retirada, ele não terminou a carreira", afirmou.
Mourinho, que orientou Ronaldo no Real Madrid entre 2010 e 2013, sublinhou que quem conhece o avançado sabe que este ainda tem objectivos a cumprir. O desejo que deixou é que, quando chegar o dia da retirada enquanto futebolista, seja "um dia diferente do dia de ontem".
Questionado sobre uma eventual carreira de treinador para Ronaldo, recusou arriscar. Disse não saber o que lhe passa pela cabeça e considerou ainda ser cedo para comentar, uma vez que o compatriota continua a ser jogador.
Homenagem a Jesús de Miguel
O encontro Valencia-Real Madrid está marcado para as 20h00 (hora de Portugal Continental) de sábado, no Estadio de Mestalla. Realiza-se num momento em que o futebol espanhol se divide entre quem entende que a jornada não devia disputar-se, por causa da morte de Jesús de Miguel, e quem defende que não há razão para a interromper.
O jogador, de 30 anos, não resistiu aos ferimentos causados por um violento choque com Jesús Owono, no Tenerife-FC Andorra de segunda-feira passada.
Sobre qual seria a melhor forma de honrar a sua memória, Mourinho manteve-se à margem da polémica. Disse ter sido informado de que estão previstas homenagens, de forma transversal, em todas as competições, o que lhe parece significativo. Acrescentou que o ideal seria poder fazer a pergunta ao próprio Jesús.
Na sua opinião, só a família, os amigos e os companheiros do jogador podem dizer o que ele gostaria que acontecesse: se não houvesse futebol ou se preferiria ser recordado com uma homenagem em todas as divisões e estádios. "A homenagem será para o Jesús, por isso, que falem quem o conhece profundamente", concluiu.
Com informação de Notícias ao Minuto — Desporto.
