O Governo chinês acusou os Estados Unidos de "sabotagem" da cooperação entre Pequim e Havana, depois de Washington ter alargado as sanções contra Cuba a duas empresas da China, algo inédito até agora.
A nova ronda de sanções foi anunciada na quinta-feira e incide sobre os sectores do petróleo e da tecnologia da ilha, alvo de uma estratégia de pressão económica por parte dos Estados Unidos. Entre as entidades visadas estão as companhias de electrónica chinesas CEIEC e Beijing H&C Technologies, que Washington acusa de vender material de defesa e sistemas de segurança a Cuba.
Reacção de Pequim
Numa conferência de imprensa realizada na sexta-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, afirmou que a China "se opõe de modo veemente" à interferência e à sabotagem norte-americanas na cooperação entre os dois países.
O porta-voz avisou ainda que Pequim adoptará "todas as medidas necessárias" para salvaguardar os interesses das suas empresas na ilha caribenha.
Pressão sobre Havana
Desde Janeiro, o Governo dos Estados Unidos impôs sanções severas e um bloqueio petrolífero a Cuba. Segundo a fonte, estas medidas paralisaram a economia do país e provocaram cortes generalizados de electricidade e escassez de produtos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, chegou a insinuar a possibilidade de uma intervenção militar para derrubar o Partido Comunista, que governa a ilha.
Com informação de G1 — Mundo.
