A OMS pede cautela com a disseminação do vírus do Nilo Ocidental pela Europa

Com o início da temporada de transmissão do vírus do Nilo Ocidental, a Organização Mundial da Saúde está instando os países europeus a reforçarem a vigilância dos mosquitos.

O alerta surge em um momento em que a infecção transmitida por mosquitos se espalha rapidamente pela Europa, com casos de transmissão local relatados na Grécia, Itália, Espanha, Romênia e Macedônia do Norte.

Na Europa, a maioria dos casos do vírus em humanos ocorre entre julho e setembro, quando os mosquitos estão ativos.

Cerca de 20% das infecções podem causar a febre do Nilo Ocidental, que se caracteriza principalmente por dores de cabeça, febre, cansaço, dores no corpo, vômitos e, às vezes, erupções cutâneas.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver a doença neuroinvasiva do vírus do Nilo Ocidental, que afeta o sistema nervoso e pode ser fatal.

Qualquer pessoa que desenvolva febre alta, erupção cutânea, desorientação, tremores ou rigidez na nuca após uma picada de mosquito deve consultar um médico sem demora.

Não existe vacina ou tratamento específico para o vírus, sendo os cuidados limitados ao controle dos sintomas.

A OMS afirma que, embora o vírus não seja uma ameaça nova, as condições que favorecem sua disseminação estão mudando rapidamente.

“Temperaturas mais altas e verões mais longos estão dando aos mosquitos mais tempo e território para transmitir esse vírus”, afirma o Dr. Hans Henri P. Kluge, Diretor Regional da OMS para a Europa.

Para a maioria das pessoas, o risco continua baixo, mas qualquer pessoa que viva ou viaje para uma área afetada deve tomar medidas básicas para evitar picadas de mosquito e conhecer os sinais de doença grave.

A organização instou os países a informarem o público sobre medidas de proteção, incluindo o uso de mosquiteiros, roupas que cubram a maior parte do corpo e repelente de mosquitos.

Deve-se também limitar o tempo ao ar livre ao amanhecer e ao entardecer, quando os mosquitos estão mais ativos.

Os mosquitos adquirem o vírus do Nilo Ocidental ao se alimentarem de aves infectadas e o transmitem a humanos e outros animais por meio de picadas.

Nunca foi registada qualquer transmissão de pessoa para pessoa através do contacto quotidiano.

Compartilhar Artigo

Artigos Relacionados