Casa Branca admite uso de poder para defender liberdade no caso Bolsonaro

Durante uma conferência de imprensa, a porta-voz Karoline Leavitt destacou que Trump “está disposto a agir em qualquer parte do mundo onde a liberdade esteja em risco”, sublinhando o alinhamento político e ideológico entre os dois ex-chefes de Estado.

A Casa Branca afirmou que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não hesitará em usar o poder económico ou militar” para proteger a liberdade, numa declaração interpretada como apoio directo ao ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, actualmente a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo noticiou a revista Veja.

Durante uma conferência de imprensa, a porta-voz Karoline Leavitt destacou que Trump “está disposto a agir em qualquer parte do mundo onde a liberdade esteja em risco”, sublinhando o alinhamento político e ideológico entre os dois ex-chefes de Estado. O julgamento de Bolsonaro por alegada conspiração golpista tem sido acompanhado com forte tensão política e diplomática.

Trump já havia classificado o processo contra Bolsonaro como uma “caça às bruxas”, apelando para que as autoridades brasileiras o deixassem “em paz”. A pressão internacional intensificou-se quando os Estados Unidos impuseram sanções ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, acusando-o de abusos contra a liberdade de expressão e de perseguição política.

A medida incluiu restrições de vistos e congelamento de bens, sob o enquadramento da chamada Lei Magnitsky, prática que gerou críticas sobre possível ingerência nos assuntos internos do Brasil.

As declarações da Casa Branca mostram como as disputas judiciais de carácter interno podem escalar para o plano diplomático, envolvendo até ameaças de uso de força por parte de grandes potências.

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