que foram saqueados durante o período colonial, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros ghanês, Samuel Okudzeto Ablakwa.
Em declarações publicadas na rede social Facebook e divulgadas pelos meios de comunicação locais, Ablakwa refere que os dois países europeus fizeram o anúncio esta semana numa conferência de alto nível realizada na capitaldo Gana, Acra, sobre a escravatura dos africanos durante o comércio transatlântico de escravos.
De acordo com o ministro, o Governo do Gana “acolhe com agrado o louvável anúncio dos Países Baixos e da Alemanha de que estão dispostos a devolver ao Gana cerca de dois mil artefactos e objectos de importância cultural que foram saqueados”.
Segundo Ablakwa, os embaixadores dos Países Baixos e da Alemanha apresentaram um “catálogo dos tesouros que serão devolvidos” ao Presidente do Gana, John Dramani Mahama.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, também pediu desculpas pelo papel daquele país na escravatura transatlântica e comprometeu-se a “ajudar a preservar os castelos que construíram, como um esforço de boa-fé para evitar o esquecimento histórico, promover a verdade e garantir que tal não se repita”, disse o chefe da diplomacia ghanesa.
“Aplaudimos a atitude positiva em matéria de restituição que começamos a testemunhar por parte dos nossos parceiros internacionais na Europa, desde a adopção da resolução histórica da ONU impulsionada pelo Gana”, acrescentou.
O Gana realizou, entre quarta e sexta-feira, uma conferência de alto nível para analisar os próximos passos na sequência da adopção pela ONU, em Março, de uma resolução histórica que classificou o comércio transatlântico de escravos como o “crime mais grave contra a humanidade”.
