O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, reuniu-se no Cairo, no domingo, com o conselheiro sênior do presidente dos EUA para Assuntos Árabes e Africanos, a fim de discutir a situação na Líbia.
Em uma coletiva de imprensa conjunta após a reunião, Massad Boulos afirmou que a recente cooperação entre as duas autoridades rivais do país é motivo de esperança:
“Há um otimismo cauteloso, um otimismo, me desculpem, mas é um otimismo cauteloso porque, pela primeira vez, estamos vendo que os dois lados, o leste e o oeste (da Líbia), estão se encontrando em vários pontos e tópicos”, disse Boulos.
Boulos citou as recentes manobras militares conjuntas realizadas com os EUA, bem como o primeiro orçamento nacional unificado do país em 13 anos.
Os principais órgãos governamentais da Líbia concordaram, na quinta-feira, com um roteiro para a realização das tão aguardadas eleições presidenciais e parlamentares dentro de oito meses.
O país norte-africano rico em petróleo tem lutado para se recuperar do caos que se seguiu à revolta de 2011, apoiada pela OTAN, que derrubou o antigo governante Muammar Gaddafi.
O país permanece dividido entre um governo reconhecido pela ONU, com sede na capital Trípoli, e uma administração rival no leste, que opera a partir de Benghazi e Tobruk.
causa palestina
Abdelatty também realizou uma coletiva de imprensa separada no início do domingo, após uma reunião com seus homólogos da Turquia, Paquistão e Arábia Saudita.
“Um tema muito importante foi discutido hoje: a centralidade da causa palestina”, disse Abdelatty.
Ele acrescentou que “é impossível falar de uma ordem de segurança regional estável na província sem a obtenção dos plenos direitos legais do povo palestino e o estabelecimento do Estado palestino nas fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém Oriental como sua capital”.
