Gangues na Guatemala promovem rebeliões em prisões para exigir o retorno de 10 líderes transferidos para outra penitenciária.

Membros das duas maiores gangues da Guatemala — Barrio 18 e Mara Salvatrucha — realizaram motins em duas prisões guatemaltecas na terça-feira, exigindo a libertação de 10 líderes que foram transferidos para outra prisão e colocados em confinamento solitário.

O ministro do Interior, Francisco Jiménez, disse à Associated Press que os membros da gangue mantêm pelo menos seis guardas — um dos quais foi baleado — como reféns em duas prisões na Cidade da Guatemala.

Segundo Jiménez, os revoltosos exigiam que as autoridades guatemaltecas devolvessem seus líderes da prisão para onde foram transferidos, Renovación I, para as prisões onde podiam liderar as gangues e “exercer poder criminoso”.

“O Estado guatemalteco não se curvará a vocês”, publicou Jiménez em sua conta oficial nas redes sociais.

A transferência dos líderes das gangues ocorreu pouco mais de um mês após o massacre de sete pessoas em uma funerária, enquanto lamentavam a morte de outro suposto membro de gangue. As autoridades atribuíram a violência recente no país às gangues, que, segundo Jiménez, foi alimentada pelo conflito contínuo entre os grupos rivais.

Jiménez garantiu que o governo não cederá às ameaças dos membros da gangue e que eles continuarão sem “privilégios, sem concessões… A segurança e a paz dos guatemaltecos estão muito acima de qualquer ameaça desses criminosos”, afirmou.

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