Irão volta a encerrar Ormuz após ataques

O comando militar central iraniano anunciou, sabado, ter encerrado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, devido aos ataques de Israel ao Sul do Líbano, que classificou como uma “violação da promessa por parte do inimigo”

“Fica por este meio anunciado que o Estreito de Ormuz será encerrado ao tráfego marítimo; salienta-se que esta primeira medida constitui uma resposta à violação da promessa por parte do inimigo e que, caso a agressão continue, serão planeadas e tomadas medidas adicionais para obrigar o inimigo a cumprir as suas obrigações”, adiantou o Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, num comunicado transmitido pela televisão estatal e citado pela Al Jazeera.

O Governo iraniano tinha encerrado esta passagem estratégica entre o Oceano Índico e o Golfo Pérsico, por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo, após os ataques de Israel e dos Estados Unidos, a 28 de Fevereiro.

A reabertura do estreito estava prevista no memorando de entendimento assinado na quarta-feira pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, com vista ao início de negociações para pôr fim ao conflito no Médio Oriente.

EUA dão outra versão

As Forças Armadas norte-americanas disseram que se mantêm vigilantes na aplicação do acordo de cessar-fogo com o Irão e indicaram que 55 navios atravessaram, ontem, o Estreito de Ormuz, que Teerão ameaçou fechar novamente. “As forças dos EUA mantêm-se presentes e vigilantes para garantir que todos os aspectos do acordo com o Irão sejam cumpridos, obedecidos e em pleno vigor e efeito”, indicaram.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou, em comunicado, que “o tráfego de navios comerciais no Estreito de Ormuz aumentou a 20 de Junho, à medida que as forças dos EUA continuavam a operar na área geral para apoiar a liberdade de navegação”.

O Exército norte-americano indicou que “a passagem segura pela via navegável internacional manteve-se intacta hoje (ontem), enquanto 55 navios o atravessaram, transportando grandes quantidades de carga e mais de 17 milhões de barris de petróleo para os mercados globais”.

Compartilhar Artigo

Artigos Relacionados