Lula da Silva recebeu felicitações de vários líderes internacionais depois de ter vencido a segunda volta das eleições presidenciais no Brasil, no domingo. Entre os que já se manifestaram estão Ursula von der Leyen, António Costa, Emmanuel Macron e Pedro Sánchez.
O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) obteve 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), de extrema-direita. As fontes descrevem o resultado como uma reviravolta, uma vez que Lula partia em desvantagem após a primeira volta. Aos 81 anos, o Presidente toma posse em Brasília a 5 de janeiro, num quarto mandato sem precedentes na história do país.
Macron fala em "mundo mais justo"
O Presidente francês felicitou Lula nas redes sociais e convidou-o a reforçar a parceria estratégica entre os dois países. "França e Brasil têm muito a construir juntos", escreveu Macron, defendendo que essa aliança deve estar "ao serviço de um mundo mais justo".
Pequim promete continuidade
A China também reagiu. O porta-voz da diplomacia chinesa, Guo Jiakun, disse estar disponível para continuar a construir com o Brasil uma "comunidade de futuro partilhado". Questionado sobre a recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar o resultado, limitou-se a dizer que Pequim "respeita a escolha do povo brasileiro". Segundo analistas chineses, a vitória de Lula consolida a aproximação política e económica entre os dois países e mantém o impulso à cooperação no âmbito dos BRICS, que poderia ter diminuído com uma vitória de Bolsonaro.
Sánchez antecipa "recuperação do progressismo"
O chefe do Governo espanhol classificou o resultado como uma "grande vitória". Na rede social X, Pedro Sánchez escreveu que "o que aconteceu no Brasil acontecerá também em Espanha", onde há eleições a 29 de novembro.
Ramaphosa destaca o "sul global"
Do continente africano, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, chamou a Lula "querido irmão e amigo" e considerou a reeleição uma "vitória para o sul global e para as forças progressistas de todo o mundo". Num comunicado, sublinhou a relação bilateral e estratégica entre os dois países, assente na cooperação Sul-Sul e na participação conjunta em fóruns como os BRICS.
Ramaphosa realizou em março uma visita de Estado ao Brasil, a convite de Lula, e ambos acordaram então reforçar as relações políticas e comerciais. Lula esteve na África do Sul em 2023, para a cimeira dos BRICS, e regressou em 2025 para a cimeira do G20.
Bolsonaro contesta o resultado
Flávio Bolsonaro recusou reconhecer a vitória e anunciou que vai pedir à Justiça a anulação das eleições, na sequência da decisão do Supremo Tribunal Federal de prorrogar o horário das secções de voto. Lula, por seu lado, afirmou que o resultado representa uma "derrota da mentira e do negacionismo" e prometeu cumprir "o melhor mandato que um Presidente alguma vez fez neste país".
Com informação de Observador, Notícias ao Minuto — Mundo.
