A China reafirmou a amizade com a Coreia do Norte e defendeu o reforço das relações bilaterais, na sequência de uma visita do líder norte-coreano, Kim Jong-un, à cidade chinesa de Dandong, na fronteira entre os dois países.
O porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun, descreveu Pequim e Pyongyang como "vizinhos amigos". Segundo o responsável, o desenvolvimento saudável e estável das relações tradicionais de amizade e cooperação beneficia os dois povos e favorece a paz, a estabilidade e a prosperidade da região.
Guo acrescentou que os laços bilaterais seguem a orientação estratégica de manter, consolidar e desenvolver as relações entre os dois países. O porta-voz afirmou ainda que a China está disposta a trabalhar com a Coreia do Norte para concretizar os consensos alcançados pelos líderes de ambos os Estados.
Encontro com Wang Huning
No sábado, Kim Jong-un reuniu-se com Wang Huning, um dos principais dirigentes do Partido Comunista Chinês. Na conversa, abordaram a cooperação económica e homenagearam os soldados chineses mortos durante a Guerra da Coreia, travada entre 1950 e 1953.
Cimeira da APEC no horizonte
A visita acontece a menos de um mês da cimeira de líderes do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para a cidade chinesa de Shenzhen. O encontro deverá juntar os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping.
Não está excluída a possibilidade de Trump aproveitar a deslocação à Ásia para tentar um encontro com Kim Jong-un. Porém, órgãos de comunicação social internacionais, citando várias fontes conhecedoras do assunto, noticiaram esta semana que Washington e Seul consideram pouco provável uma reunião entre os dois dirigentes ainda este ano.
Com informação de Notícias ao Minuto — Mundo.
