A medida surge após a Organização Mundial da Saúde ter relatado uma queda no número de casos suspeitos, de 906 no final da semana passada para 116.
O Ministério dos Transportes do Congo afirmou que as autoridades que monitoravam o surto concluíram que “as condições estão agora reunidas para uma retomada gradual e segura dos voos”.
Os passageiros receberam a notícia com entusiasmo, considerando-a um sinal de que a vida está voltando ao normal:
“Ir enterrar meu irmão mais velho foi uma verdadeira provação para nós, já que não estamos acostumados a viajar por terra com toda a insegurança que existe pelo caminho”, disse a passageira Jenny Avuchi. “Não tivemos escolha a não ser esperar um pouco até que reabrisse, e de repente o aeroporto abriu e estamos muito felizes e satisfeitos.”
“Era mais um fardo e uma fonte de pressão para nós: de um lado, a epidemia e, do outro, o fechamento total do aeroporto”, disse um passageiro que não quis se identificar. “Essa reabertura é um alívio e renova nossa confiança de que a epidemia está sendo monitorada de perto, além de nos tranquilizar quanto à nossa segurança, mesmo no aeroporto.”
As autoridades que monitoram o surto afirmam que as condições estão reunidas para a retomada segura dos voos. No entanto, as medidas de saúde e segurança estão sendo rigorosamente aplicadas para evitar qualquer risco de propagação do vírus, afirma o piloto de avião Isaac Owuma.
“Implementamos medidas sanitárias: distribuímos máscaras faciais a todos os passageiros que embarcam, além de disponibilizarmos a lavagem das mãos no embarque e desembarque, bem como a verificação da temperatura.”
Na terça-feira, os números oficiais registravam 321 casos confirmados e 48 mortes na província de Ituri. As autoridades congolesas lançaram uma campanha de comunicação para tranquilizar a população, afirmando que “a situação está sob controle”.
