Pedro Alliana, até agora vice-presidente do Paraguai, tomou posse como Presidente do país, depois de o Senado ter destituído Santiago Peña na sequência do escândalo em torno do Ueno Bank. Na primeira intervenção, breve, perante o Senado, garantiu que as vítimas do que classificou como "caos financeiro" serão indemnizadas.
"Não os vamos deixar sozinhos", afirmou Alliana, de 52 anos, referindo-se aos cidadãos que atravessam uma situação difícil por causa da falência do banco. Pertence ao Partido Colorado, conservador, o mesmo do antecessor, cujo mandato terminaria em 2028.
Destituição por unanimidade
O Senado considerou Peña culpado, por unanimidade, de "má gestão das suas funções", relacionada com o colapso do Ueno Bank. O caso afectou os fundos de quase três milhões de aforradores.
Segundo a imprensa local, o agora ex-chefe de Estado foi detido em casa, perante numerosas pessoas reunidas no exterior, e transferido para a sede do Regimento de Escolta Presidencial. O jornal Última Hora, citando fontes oficiais, indicou que ali permanece "em regime preventivo" e que seria levado, na manhã seguinte, à Unidade Especializada de Crimes Económicos e Anticorrupção do Ministério Público para a primeira comparência.
Ex-chefe do Banco Central entrega-se
Também Carlos Carvallo, ex-presidente do Banco Central do Paraguai, se entregou às autoridades na noite de sexta-feira, no Departamento de Investigações da Polícia Nacional, em Assunção. Estava incluído no mandado de detenção emitido no âmbito de um processo por abuso de confiança e outros crimes, segundo o jornal ABC Color. Foi depois transferido para a Agrupación Especializada, unidade policial que funciona como centro de detenção.
Carvallo demitira-se na terça-feira, após o anúncio do processo de resolução ou dissolução do Ueno Bank, instituição que recebeu fundos milionários de entidades estatais durante o mandato de Peña. Antes de chegar ao banco central, em 2023, dirigira a Financiera Ueno, que deu origem ao banco agora sob intervenção. Para o substituir, Peña nomeou na quarta-feira o economista e ex-ministro Raúl Vera Bogado, nomeação que carece de aprovação do Senado.
Processo judicial alargado
O Ministério Público deduziu imputações contra 27 pessoas. Entre elas está Miguel Vásquez, um dos fundadores do Ueno Bank, que na sexta-feira foi transferido para um centro de detenção provisória, juntamente com outras seis pessoas, em cumprimento de prisão preventiva ordenada por um juiz.
Com informação de Notícias ao Minuto — Mundo.
