No Quênia, o dia comemora a luta pela democracia multipartidária na década de 1990. Na Tanzânia, marca a fundação do que se tornaria o partido governante, há 72 anos. Os protestos na Tanzânia visavam exigir reformas democráticas após a controversa eleição de outubro e a libertação do líder da oposição, Tundu Lissu, preso sob acusações de traição.
Em Dar es Salaam, a capital comercial da Tanzânia, policiais e militares foram mobilizados e nenhum manifestante foi visto. Uma feira comercial anual prosseguiu sob forte esquema de segurança.
Na segunda-feira, o Ministro do Interior da Tanzânia, Patrobas Katambi, afirmou que a Tanzânia não é um país onde as pessoas podem ditar as datas dos protestos. Ele acrescentou que o país está preparado para se defender contra qualquer ameaça à ordem pública.
Analistas afirmaram que o governo permanece em estado de alerta máximo desde as eleições de outubro e os subsequentes protestos e repressão que resultaram na morte de centenas de pessoas.
“Enquanto os cidadãos são responsabilizados, os líderes também devem se perguntar se estão fazendo a coisa certa”, disse Peter Tarimo, morador de Dar es Salaam. “Eles devem pensar por que essas coisas estão acontecendo. É por causa do povo ou por causa dos líderes?”
