As autoridades afirmam que ele tentou fugir após retornar da Rússia.
Omwamba foi identificado por recrutas que falaram à Associated Press, depois que famílias começaram a exigir respostas sobre parentes desaparecidos enviados para a linha de frente. O governo queniano afirma que mais de 1.000 quenianos foram recrutados para lutar pela Rússia, pelo menos 89 permanecem no campo de batalha, dezenas estão hospitalizados, 28 estão desaparecidos e um teve a morte confirmada.
Um relatório de inteligência apresentado ao Parlamento sugeriu que agências de recrutamento ilegais conspiraram com autoridades quenianas e russas para aliciar recrutas. A Embaixada da Rússia negou a emissão de vistos de combate, afirmando que estrangeiros podem se alistar voluntariamente.
Para os recrutas, a promessa de empregos se transformou em um pesadelo. John Kamau, que conseguiu escapar e buscou refúgio na embaixada do Quênia em Moscou, conta que Omwamba cuidava dos pedidos de visto e dos planos de viagem. Um dos recrutas relatou que lhe disseram que conseguiria um emprego de encanador, mas seu passaporte foi confiscado e ele foi enviado para um campo militar antes de ir para a linha de frente. A prisão de Omwamba representa um passo importante nos esforços do Quênia para interromper esse perigoso oleoduto.
