Apesar do surto de Ebola em Bunia, na República Democrática do Congo, algumas famílias estavam determinadas a prosseguir com os casamentos de seus parentes.
No entanto, as autoridades locais e a igreja impuseram certas medidas que tiveram de ser seguidas, embora nem todos estivessem satisfeitos com isso.
Solange Hahati, uma noiva, disse que havia convidado 300 pessoas para seu casamento, mas quando chegaram à igreja, as autoridades permitiram a entrada de apenas 50 pessoas.
“Percebemos que isso era um problema, e foi muito difícil para nós porque queríamos celebrar nosso casamento com todos os nossos amigos”, disse ela.
A República Democrática do Congo enfrenta um novo surto de ebola desde maio passado.
Até quinta-feira, as autoridades congolesas confirmaram 452 casos e um total de 82 mortes.
Setenta e um novos casos foram confirmados em 24 horas, o que, segundo as autoridades, é um sinal de “transmissão comunitária ativa”.
Suspeita-se que o surto atual no Congo tenha infectado mais de 1.000 pessoas.
O número de casos confirmados é muito menor porque muitas vítimas suspeitas sucumbem aos sintomas fora dos hospitais e sem provas concretas de que tiveram Ebola.
Para minimizar o risco de infecção, organizadores de casamentos, autoridades locais e líderes religiosos decidiram cancelar certas atividades que tradicionalmente ocorrem durante esses encontros sociais.
“Não há beijos e estamos reduzindo as saudações ao mínimo para evitar o Ebola. Não nos tocamos. Cada um segue seu próprio caminho”, disse Benoît Nyange, parente de um dos noivos.
Por sua vez, a Igreja suspendeu atividades como a confirmação, o batismo e as ordenações.
