Scoop: Por dentro da reunião da Casa Branca que lançou as novas conversações de paz na Ucrânia

O presidente Trump iniciou novas negociações de paz para a Ucrânia, com base em um plano de 28 pontos desenvolvido pelo vice-presidente Vance e pelo secretário de Estado Rubio. Estas conversações, realizadas em Genebra, geraram alegadamente um maior optimismo dentro da administração para pôr fim ao conflito.

Casa Branca dá aval a nova iniciativa de paz

Uma reunião realizada na Casa Branca em 18 de novembro marcou o ponto de partida para o relançamento das negociações de paz sobre a guerra na Ucrânia. O encontro, descrito por altos funcionários americanos como “decisivo”, envolveu o presidente Donald J. Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.

Durante a sessão, Trump aprovou um plano inicial de 28 pontos destinado a destravar as conversações entre Kiev e Moscou. A proposta, construída por Vance e Rubio, buscava criar um “avanço realista” capaz de levar as partes de volta à mesa de diálogo depois de meses de estagnação diplomática.

O plano chega a Kiev e abre nova fase das conversações

Poucos dias após a reunião, o documento foi enviado ao governo ucraniano. O gabinete do presidente Volodymyr Zelenskyy confirmou ter recebido o projeto, classificando-o como uma “avaliação preliminar americana” e sinalizando disposição para retomar o processo de negociação.

A partir daí, representantes dos Estados Unidos e da Ucrânia reuniram-se em Genebra, numa rodada que fontes diplomáticas descreveram como “altamente produtiva” e com “progressos significativos”. O plano foi atualizado para incorporar exigências adicionais da Ucrânia, sobretudo no que diz respeito à preservação da sua soberania territorial.

Europa pede alinhamento e transparência

A União Europeia acompanha de perto a evolução das conversações. Líderes europeus defendem que qualquer acordo deve ser construído de forma coordenada e garantir uma paz considerada “justa e sustentável”.

Governos do bloco têm reforçado a necessidade de incluir no texto final garantias de segurança futuras para a Ucrânia, evitando que o país fique vulnerável a novas agressões.

Polêmicas sobre os 28 pontos

Apesar do avanço diplomático, a proposta americana não está livre de críticas. Autoridades ucranianas e europeias manifestaram preocupação de que a versão inicial de 28 pontos refletia, em parte, exigências de longa data da Rússia — incluindo potenciais concessões territoriais, algo que Kiev insiste em rejeitar.

A Casa Branca reconhece que há “pontos sensíveis, mas não insuperáveis” a serem resolvidos. No entanto, partes centrais do plano não foram divulgadas publicamente, gerando especulação sobre seu conteúdo e impacto político.

O que esperar dos próximos passos

Os EUA pretendem continuar as conversações com Kiev e Moscou nas próximas semanas. Diplomatas afirmam que partes cruciais já foram alinhadas, mas ainda falta consenso final sobre questões territoriais e garantias de segurança.

Para a Ucrânia, qualquer acordo deve respeitar sua integridade territorial e não impor condições que comprometam a soberania nacional. A Rússia, por sua vez, ainda não confirmou oficialmente se aceitará os novos termos trabalhados por Washington e Kiev.

Enquanto isso, a comunidade internacional aguarda sinais mais claros sobre a viabilidade de um acordo que possa encerrar o conflito que se prolonga desde 2022.

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