O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irão com uma nova ofensiva militar, esta quinta-feira (5). Após uma reunião com a equipa de segurança nacional na Casa Branca, disse que decidirá em breve se alarga os bombardeamentos ao país, numa altura em que decorrem negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Trump afirmou que os ataques norte-americanos já causaram danos que podem levar décadas a reparar e deixou a porta aberta a novas operações noutras zonas do território iraniano. "Acho que eles levarão de 25 a 30 anos para reconstruir o país. Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez tenha que fazer isso. Vocês saberão em breve", declarou aos jornalistas.
A ameaça surge dois dias depois da derrota dos republicanos nas eleições legislativas de terça-feira (3). Segundo a agência Associated Press, o conflito com o Irão foi um dos factores que alimentaram o descontentamento dos eleitores com a Administração Trump, a par da subida dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos.
Três caminhos em cima da mesa
De acordo com o site norte-americano Axios, o Presidente analisa três opções para os próximos passos da guerra: retomar ataques em grande escala, manter a pressão económica sobre Teerão ou negociar um acordo que implique cedências do Governo iraniano. A reunião foi a primeira dedicada ao tema desde as eleições intercalares.
Trump sustenta que as operações militares comprometeram de forma significativa a capacidade do Irão de desenvolver armas nucleares e que o bloqueio naval tem pressionado a economia do país.
Washington, contudo, ainda não anunciou nenhuma nova operação. Segundo o Axios, o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas prepara alternativas para uma eventual retoma dos combates, mas não recebeu ordem para as executar.
Qatar medeia as conversações
Em paralelo, países do Médio Oriente procuram uma saída diplomática. Segundo a Reuters, o Qatar actua como intermediário entre Washington e Teerão, em conversações que abrangem o programa nuclear iraniano, as sanções económicas norte-americanas e a situação no estreito de Ormuz.
Uma das propostas em discussão prevê medidas graduais para restabelecer a confiança entre as partes, incluindo o alívio do bloqueio naval e a retoma das inspecções internacionais a instalações nucleares iranianas. O Governo iraniano mantém, porém, exigências para avançar, entre elas o levantamento das sanções impostas pelos Estados Unidos.
Trump rejeita qualquer acordo que permita ao Irão desenvolver uma arma nuclear, posição que a Casa Branca reitera como condição central para pôr fim às operações militares.
Com informação de InfoMoney.
