O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel e todo o Médio Oriente "não existiriam hoje" se não tivesse impedido o Irão de obter uma arma nuclear. É o principal argumento que invoca para justificar os ataques à República Islâmica.
A declaração foi publicada na rede Truth Social, onde Trump escreveu que "ninguém quer dizer isto, mas todos sabem que é verdade". Surgiu depois de o vice-presidente, JD Vance, ter apontado a guerra com o Irão como "a razão" da pesada derrota do Partido Republicano nas eleições intercalares de terça-feira.
Eleitores de Trump mudaram de lado
Segundo Vance, que citou dados internos do partido, o problema não foi a abstenção. Muitos eleitores que votaram em Trump em 2024 optaram agora pelos democratas.
Mediação do Qatar
Trump falou ainda por telefone com o emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani. O país actua como mediador no conflito. De acordo com o gabinete do emir, os dois abordaram os esforços para aproximar as posições das partes e apoiar a negociação, com o objectivo de chegar a um acordo abrangente que encerre a crise e garanta a estabilidade regional.
Ormuz, o centro da disputa
O Irão reivindica o controlo do estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo e do gás mundiais antes da guerra, iniciada no final de Fevereiro com ataques israelitas e norte-americanos contra Teerão. Segundo a notícia, Teerão costuma atacar embarcações que passam sem a sua autorização, junto à costa de Omã. Washington respondeu com um bloqueio aos portos iranianos e com a escolta de petroleiros, num momento em que as negociações de paz estão num impasse.
Na semana passada, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou ter limpado as principais vias do estreito de minas iranianas. Os Estados Unidos dizem também ter ajudado países do Golfo a exportar 1,5 mil milhões de barris de petróleo por Ormuz desde o Verão.
Entretanto, a Guarda Revolucionária iraniana anunciou que outros dois petroleiros estão em chamas após terem atingido minas na zona. A informação não foi confirmada de forma independente. Na quinta-feira, as forças armadas iranianas já tinham falado de cinco petroleiros e um rebocador em situação semelhante.
Em meados de Outubro, dados da empresa de segurança Vanguard, da Organização Marítima Internacional e da agência britânica UKMTO apontavam para um aumento dos ataques. Até ao momento, essas entidades não confirmaram as novas alegações de Teerão.
Com informação de Notícias ao Minuto — Mundo, RTP — Mundo.
