O ministro da Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, aceitou as demissões de vários altos cargos do departamento, na sequência das eleições intercalares, que terminaram com uma derrota dos republicanos de Donald Trump. Entre os visados estão a responsável pelos direitos civis e um procurador encarregado de uma investigação sensível para o Presidente.
Blanche, antigo advogado pessoal de Trump, anunciou na quinta-feira, na rede social X, que tinha aceitado a saída da vice-ministra da Justiça para os direitos civis, Harmeet Dhillon. Nessa função, Dhillon esteve directamente envolvida nas tentativas, falhadas, do ministério de obter as listas de eleitores de cerca de trinta estados.
Segundo a carta de demissão, citada pelos meios de comunicação norte-americanos, Dhillon apresentou-a em Outubro e aceitou permanecer no cargo até às eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira.
Segurança nacional e investigação na Flórida
Blanche tornou também públicas as demissões de John Eisenberg, responsável pela divisão de segurança nacional do departamento, e de Jason Reding Quinones, procurador federal do distrito sul da Flórida, no sudeste do país.
Quinones era responsável pela investigação sobre a eventual implicação de antigos responsáveis dos serviços de informação, durante as presidências democratas de Barack Obama e Joe Biden, num alegado esforço para afastar Trump do poder. Esta é a tese defendida pelo próprio Presidente.
Um padrão de afastamentos
Desde o regresso de Trump à Casa Branca, em Janeiro de 2025, vários procuradores foram despedidos por não terem acusado personalidades que o Presidente considera inimigas e alvos da sua vingança.
Em Abril, o ex-director do FBI James Comey foi acusado de ter ameaçado "a vida e a integridade física" do Presidente. A acusação surgiu na sequência de uma fotografia de conchas publicada nas redes sociais em Maio de 2025, que a administração Trump interpretou como uma ameaça.
Com informação de Observador, Notícias ao Minuto — Mundo, RTP — Mundo.
