Alguns retornados descreveram terem sido agredidos, roubados e forçados a deixar suas casas e empregos, enquanto os trabalhadores humanitários forneciam assistência médica e transporte até seus destinos finais.
O governo do Zimbábue afirmou na terça-feira que ajudou quase 21.300 cidadãos a retornarem da África do Sul em pouco mais de cinco semanas, em meio à crescente pressão sobre os imigrantes indocumentados para que deixassem o país.
Mais de 56.800 pessoas conseguiram retornar por conta própria através da fronteira porosa nesse período, afirmou o Ministro da Informação, Soda Zhemu, em uma coletiva de imprensa após a reunião do gabinete.
Cidadãos estrangeiros de diversos países africanos, incluindo Gana, Malawi, Moçambique, Nigéria, Uganda e Zimbábue, têm deixado a África do Sul há semanas por meio de programas com assistência governamental.
O êxodo começou semanas atrás, quando grupos extremistas sul-africanos intensificaram as exigências para que os imigrantes sem documentos deixassem o país até 30 de junho, em uma campanha que resultou em protestos violentos e confrontos nos quais pelo menos quatro estrangeiros foram mortos.
“Até o momento, aproximadamente 21.291 cidadãos do Zimbábue foram repatriados por meio de acordos com assistência governamental desde o início do processo em 26 de maio”, disse Zhemu.
Mais de 56.830 pessoas retornaram “de forma independente, por meio de mecanismos de autorrepatriação, durante o mesmo período”, disse Zhemu, sem dar detalhes de como voltaram para casa.
O Zimbábue e a África do Sul compartilham uma fronteira movimentada, com um grande número de travessias diárias em ambos os sentidos, muitas delas supostamente clandestinas e não registradas.
