O Primeiro-Ministro de Timor-Leste anunciou segunda-feira, na sede da CPLP, que o seu país será o próximo a dirigir a organização, explicando que a presidência actual corresponde ao período que estava destinado à Guiné-Bissau.
“O período de presidência ‘pro tempore’ é o que pertenceria à Guiné-Bissau. Depois da Guiné-Bissau somos nós. Portanto, o próximo somos nós”, declarou o Primeiro-Ministro timorense, Kay Rala Xanana Gusmão, aos jornalistas, em Lisboa, quando questionado sobre o destino da próxima presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Sobre a Guiné-Bissau, que presidiu à organização entre Agosto e Dezembro de 2025, quando foi suspensa da CPLP e de outras organizações internacionais, devido ao golpe militar de 26 de Novembro, Xanana Gusmão respondeu que a organização se está a esforçar para ajudar o país, mas salvaguardou que respeita o princípio da não-interferência.
“Há o princípio de não-interferência, mas deve haver, também, o princípio de obedecer, seguir os princípios universais de Direitos Humanos e da Democracia”, declarou o ex-Presidente da República de Timor-Leste.
“Eu não posso dizer quando, mas acredito que os guineenses vão compreender quanto custa a nós perceber e quanto custa a eles viver numa sociedade em que os Direitos Humanos não são uma regra, uma norma”, declarou.
