Erdogan afirmou que já havia condenado a medida em dezembro, classificando-a como ilegal e inaceitável, e acusou Israel de tentar desestabilizar o Chifre da África.
“Acreditamos que os problemas da região devem ser resolvidos pelos próprios países da região e que o Chifre da África não deve ser transformado em uma arena de luta entre potências estrangeiras. Nesse contexto, gostaria de reiterar mais uma vez que o reconhecimento da Somalilândia por Israel não beneficia nem a Somalilândia nem o Chifre da África”, disse Erdogan.
Em discurso na capital da Etiópia, Adis Abeba, ele afirmou que a Turquia valoriza a soberania e a integridade territorial dos estados da região e não deseja novos conflitos. Ele instou os países da região a resolverem suas próprias disputas e alertou para o risco de o Chifre da África se tornar um campo de batalha para potências estrangeiras.
A Turquia tem expandido sua influência na África treinando as forças de segurança da Somália e estreitando laços com países como a Etiópia.
Em resposta à decisão de anexar Somalilândia, a Somália rompeu relações com os Emirados Árabes Unidos, acusando-os de apoiar a decisão de Israel. Desde então, Mogadíscio assinou um pacto de defesa com o Catar, enquanto a Turquia enviou caças para sua base na Somália em demonstração de apoio ao governo somali.
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