O encontro político e cultural foi organizado pelo seu partido, o Partido Popular Africano – Costa do Marfim (PPA-CI), que nesta semana reelegeu o político de 80 anos como seu presidente.
“Temos muitos camaradas na prisão. Não devemos apenas pensar neles, mas também trabalhar para garantir que sejam libertados”, disse Gbagbo.
Em outubro passado, um tribunal da Costa do Marfim condenou dezenas de pessoas à prisão por participarem em manifestações proibidas contra a exclusão de candidatos, incluindo Gbagbo, das eleições.
“A democracia pela qual lutamos e continuamos a lutar existe precisamente para que todos possam expressar a sua opinião”, disse Gbagbo a uma grande multidão de apoiantes na reunião de sábado.
“Mas se, assim que alguém expressa sua opinião, essa pessoa é presa, isso já não é normal”, disse ele.
O partido PPA-CI boicotou as eleições de outubro de 2025 e agora não tem deputados e apenas alguns prefeitos, enquanto seu rival de longa data, Alassane Ouattara, venceu a eleição presidencial.
Gbagbo assumiu o cargo em 2000. Mas sua recusa em reconhecer a derrota para Ouattara nas eleições de 2010 desencadeou uma guerra civil na qual mais de 3.000 pessoas foram mortas.
Expulso do poder em 2011, ele retornou do exílio em 2021, após sua absolvição em 2019 pelo Tribunal Penal Internacional das acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
No ano passado, o ex-presidente, que completa 81 anos no final do mês, disse que planejava se aposentar da política.
Sua futura carreira política provavelmente dependerá de…
