A Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do 9.º Congresso Ordinário do MPLA considerou nula a candidatura do militante António Venâncio à presidência do partido, por não ter reunido o número mínimo de subscrições de apoio exigido pelos Estatutos.
A decisão foi comunicada através de uma informação sobre a análise e verificação do processo, entregue à mandatária do candidato. O congresso está marcado para 9 e 10 de Dezembro.
Menos de 3.000 subscrições apuradas
Segundo o comunicado lido por Job Capapinha, coordenador da subcomissão, o mandatário entregou 34 pastas, das quais quatro foram excluídas de imediato. No momento da entrega, o mandatário terá confirmado a inexistência de processos de subscrição em seis das 19 províncias do país.
Após a análise, a subcomissão apurou 2.918 subscrições contabilizadas e confirmadas, "longe das 5.000" exigidas. Destas, 459 foram consideradas válidas (15,7%) e 2.459 não válidas (84,3%).
A candidatura de Venâncio tinha sido apresentada a 23 de Outubro, dois dias antes do fim do prazo oficial de entrega de candidaturas ao congresso.
João Lourenço, o único candidato
Com esta decisão e a recusa anterior da candidatura do general Higino Carneiro, o actual presidente do partido e Presidente da República, João Lourenço, fica como único candidato aceite à liderança do MPLA.
A candidatura de Higino Carneiro, apresentada a 25 de Junho, foi anulada menos de um mês depois. A subcomissão apurou que, das 19.158 fichas que o mandatário declarou ter entregado, constavam apenas 14.493: 2.561 válidas (17,6%), 9.659 não válidas (66,6%) e 2.273 falsas (15,6%).
O general recorreu nas instâncias do partido, mas o Comité Central, órgão máximo entre congressos, confirmou a anulação e instaurou-lhe um processo disciplinar, por violação voluntária e consciente dos deveres éticos e morais previstos nos estatutos e no código de ética do partido.
Com informação de O País, Notícias ao Minuto — Mundo, RTP — Mundo.
