O opositor ugandense Kizza Besigye entrou com um pedido na justiça solicitando o fim de sua detenção e processo judicial.
Besigye, que está detido desde seu sequestro na capital do Quênia, em novembro de 2024, argumenta que o Estado ugandense violou seus direitos.
Em uma petição ao Tribunal Superior, ele nomeia o chefe das forças armadas de Uganda – também filho do presidente – Muhoozi Kainerugaba como réu.
Em declarações feitas no ano passado no programa X, Kainerugaba ameaçou enforcar Besigye pelo que chamou de tentativa de assassinato de seu pai.
Besigye e um assessor foram acusados de traição, e o julgamento está marcado para começar na quinta-feira. Grupos de direitos humanos e a oposição ugandense afirmam que as acusações têm motivação política.
Besigye, ex-médico pessoal do presidente ugandense Yoweri Museveni e seu adversário político por mais de 25 anos, tem entrado e saído da prisão desde que desafiou Museveni pela primeira vez em 2001.
