Apesar de ser o smartwatch mais vendido do mundo, a Apple enfrenta um paradoxo: o Apple Watch segue popular, mas as vendas caíram 19% em 2024 — justamente no ano em que o dispositivo completou uma década de existência, segundo o portal The Verge. O problema? Muitos utilizadores já estão satisfeitos com os modelos que possuem e não encontram motivos para atualizar.
O desafio de inovar com propósito
Entre os rumores, fala-se em conectividade via satélite no modelo Ultra, telas maiores, suporte a 5G, monitoramento da pressão arterial na Series 11 e até uma versão SE em plástico. Mas, para especialistas, nada disso soa como a revolução que faria o público correr às lojas.
O que os fãs realmente querem
A jornalista Victoria Song, autora da newsletter Optimizer, aponta que a solução pode ser mais simples: atender a desejos antigos da comunidade. Entre os pedidos mais recorrentes estão:
- Mostradores de terceiros, ampliando a personalização sem depender de apps externos.
- Compatibilidade com Android, abrindo espaço para um mercado totalmente novo.
- Bateria mais duradoura e rastreamento de sono mais preciso.
- Integração com apps de mensagens como WhatsApp e Instagram.
- Organização intuitiva de apps e até um design circular.
- App Saúde completo no relógio, sem necessidade de depender do iPhone.
A visão que pode reacender a chama
Mais do que funções adicionais, o que pode devolver ao Apple Watch o brilho perdido é uma estratégia clara e bem comunicada. Song lembra que concorrentes como o Google, com o Pixel Watch, apostam numa narrativa forte em torno da inteligência artificial, criando expectativa no público. Para a Apple, talvez não seja necessário um anúncio “revolucionário”, mas sim mostrar um caminho sólido que faça os utilizadores sentirem que o futuro do smartwatch tem propósito.
Fonte: The Verge
