Os índices futuros de Nova York abriram a segunda-feira, 26, em terreno maioritariamente positivo, com os investidores atentos a uma série de resultados trimestrais de gigantes tecnológicas. O objetivo é perceber se os investimentos avultados em inteligência artificial (IA) são sustentáveis, num momento em que o setor atravessou um período de volatilidade.
Big techs no centro das atenções
Microsoft, Alphabet (dona do Google) e Amazon apresentam contas esta semana. Segundo o consenso do mercado, a Microsoft deverá registar receitas de 90,6 mil milhões de dólares e um lucro por ação ajustado de 4,73 dólares. Para a Amazon, a previsão aponta para 202 mil milhões de dólares de faturação e um lucro por ação de cerca de 1,97 dólares. A Alphabet deverá reportar 128 mil milhões de dólares de receitas e 3,00 dólares de lucro por ação.
Nos futuros, o Dow Jones avançava 0,23% e o S&P 500 0,05%, enquanto o Nasdaq, mais ligado à tecnologia, recuava 0,23%.
Agenda de bancos centrais
As decisões de política monetária vão também orientar os mercados. A Reserva Federal norte-americana (Fed) anuncia a sua decisão sobre os juros na quarta-feira, seguindo-se o Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira e o Banco do Japão na sexta-feira.
Europa e Ásia
Na Europa, a maioria das bolsas operava em alta: o DAX alemão ganhava 0,36%, o CAC 40 francês 0,59%, o FTSE 100 britânico 0,20% e o FTSE MIB italiano 0,43%. O STOXX 600 subia 0,07%. Os custos de financiamento de França desceram ligeiramente, com a yield das obrigações a 10 anos a recuar 5 pontos-base, depois de a Moody’s ter mantido a notação em Aa3 na sexta-feira, com perspetiva negativa. Paris enfrenta uma crise orçamental crescente e procura convencer os investidores de que controla a dívida pública.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam sem direção única. O Nikkei japonês perdeu 0,80%, enquanto Xangai (+0,19%), Hong Kong (+0,54%), a Índia (+0,30%) e a Austrália (+0,17%) terminaram em alta. Os investidores concentraram-se nas decisões dos bancos centrais e na Quinta Reunião Plenária da China.
Petróleo em queda, tensão no Médio Oriente
O petróleo recuou, com os investidores a ponderarem o risco de novos ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita face ao receio de que preços elevados possam reduzir a procura. Na sexta-feira, Donald Trump afirmou que os EUA podem realizar nova operação militar contra o Irão, e Teerão ameaçou com retaliações, incluindo ataques a cabos submarinos.
O WTI desvalorizava 2,06%, para 101,14 dólares por barril, e o Brent 1,47%, para 115,01 dólares. O minério de ferro em Dalian ficou praticamente estável (+0,07%), nos 671,50 iuanes, com a procura sazonalmente mais fraca na China a ser contrabalançada por expectativas de novos estímulos de Pequim.
O bitcoin caía 0,85% em 24 horas, para cerca de 79.799 dólares.
Com informação de InfoMoney.
