Bayer sobe previsão de lucro para 2026 graças ao desempenho do sector farmacêutico

O grupo alemão elevou a estimativa de lucro operacional e reduziu a previsão de dívida líquida, mas a divisão agrícola ficou abaixo do esperado pelos analistas.
Bayer sobe previsão de lucro para 2026 graças ao desempenho do sector farmacêutico

O grupo farmacêutico e agrícola alemão Bayer reviu em alta, esta terça-feira, a previsão de lucro para 2026, justificando a decisão com um desempenho do sector farmacêutico acima do esperado. Nas primeiras horas de negociação em Frankfurt, as acções da empresa valorizavam cerca de 2%.

Previsão de lucro revista

A Bayer passou a estimar um lucro operacional ajustado, a taxas de câmbio constantes, entre 9,8 mil milhões e 10,3 mil milhões de euros. A estimativa anterior situava-se entre 9,6 mil milhões e 10,1 mil milhões de euros.

No terceiro trimestre, a divisão farmacêutica registou vendas de 4,68 mil milhões de euros, valor 5% acima do que previam os analistas inquiridos pela Vara Research. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado por itens não recorrentes, fixou-se em 1,62 mil milhões de euros, cerca de 13% acima das expectativas do mercado.

O director executivo, Bill Anderson, afirmou em comunicado que a empresa chegou a "um ponto de inflexão" na trajectória de crescimento da área farmacêutica e que começa a ver "o outro lado".

Dívida em foco

A Bayer reduziu em mil milhões de euros a projecção para a dívida financeira líquida deste ano, que passa a situar-se entre 28 mil milhões e 29 mil milhões de euros. O grupo tem estado sob pressão de um endividamento elevado desde a compra da Monsanto, em 2018, por 63 mil milhões de dólares. O negócio trouxe também custos pesados com processos judiciais relacionados com o herbicida Roundup.

Divisão agrícola desilude

O desempenho da área de ciência agrícola, que comercializa sementes e produtos químicos para protecção de culturas, ficou aquém do previsto. O lucro operacional ajustado foi de 101 milhões de euros, contra os 164 milhões esperados pelos analistas.

Segundo a informação divulgada, a divisão foi penalizada pelo aumento das despesas de vendas e por vendas mais fracas nas regiões da EMEA (Europa, Médio Oriente e África) e da Ásia-Pacífico.

Com informação de InfoMoney.

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