Os Estados Unidos vão hoje às urnas nas eleições intercalares, que definem o controlo da Câmara dos Representantes e do Senado. O Presidente, Donald Trump, fez campanha pelo Partido Republicano com declarações que geraram polémica dentro e fora do país.
Promessa de 5 mil dólares
Em Setembro, Trump prometeu conceder um dividendo de 5 mil dólares (cerca de 27,3 mil reais, segundo a conversão do G1) a cada adulto norte-americano se os republicanos conquistassem a Câmara dos Representantes e o Senado. Justificou a medida com a "enorme força e sucesso económico" do país e descreveu-a como um "incentivo" aos cidadãos.
A promessa, repetida várias vezes, suscitou dúvidas entre especialistas, uma vez que a lei norte-americana proíbe que uma autoridade pública ofereça verbas públicas a eleitores em troca de resultados eleitorais.
Ataque a candidato democrata
Em Outubro, duas semanas antes da votação, Trump visou Abdul El-Sayed, candidato democrata ao Senado pelo Michigan. Chamou-lhe "jihadista doente e violento" e acusou-o de integrar a Irmandade Muçulmana, o que El-Sayed já negou. Segundo as sondagens citadas, El-Sayed aparecia à frente do rival republicano, Mike Rogers.
"Sr. Veto"
Nos últimos dias, o Presidente ameaçou "vetar tudo" o que o Congresso lhe enviasse caso os democratas vençam. Num podcast do New York Post, afirmou que se tornaria o "Sr. Veto" e que, passados um ou dois meses, os adversários acabariam por negociar. Para a colunista do G1 Sandra Cohen, a declaração antecipa a forma como Trump pretende governar com um Congresso de oposição nos últimos dois anos de mandato. A colunista lembra ainda que o Presidente passou dois anos a governar sobretudo por ordens executivas.
Comparação com a França
Também em Outubro, aproveitando os protestos violentos em França, Trump afirmou, sem apresentar provas, que os EUA "arderão" como o país europeu se os democratas ganharem. O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou os comentários de "inaceitáveis e estúpidos".
Contestação ao voto
Trump criticou ainda a votação em alguns estados nas últimas semanas, e o Departamento de Justiça avançou com processos no Alasca e na Califórnia.
O G1 sublinha que o resultado deverá influenciar o futuro político de Trump e a relação dos EUA com o Brasil.
Com informação de G1 — Mundo.
