O défice comercial dos Estados Unidos diminuiu ligeiramente em setembro, embora a forte procura interna tenha levado as importações a um valor recorde. Os dados foram divulgados pelo Gabinete de Análise Económica do Departamento do Comércio e pelo Census Bureau.
Segundo estes organismos, o défice recuou 0,7%, para 105,0 mil milhões de dólares. O resultado ficou abaixo do esperado pelos economistas consultados pela Reuters, que apontavam para 108,0 mil milhões de dólares.
Importações em máximos históricos
As importações aumentaram 1,2% em setembro, para 426,6 mil milhões de dólares, o valor mais alto de sempre. As importações de bens subiram 1,3%, para um recorde de 346,9 mil milhões de dólares.
As exportações avançaram 1,9%, para 321,5 mil milhões de dólares, enquanto as exportações de bens cresceram 2,5%, para 211,0 mil milhões de dólares.
Tarifas não travam o défice
O défice comercial mantém-se elevado apesar das tarifas agressivas impostas pelo Presidente Donald Trump. Na semana passada, o Governo norte-americano estimou que as importações retiraram 2,64 pontos percentuais ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, o maior impacto desde o primeiro trimestre de 2025, quando as empresas anteciparam encomendas na sequência das tarifas generalizadas.
Segundo a estimativa preliminar do PIB, a economia cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% entre Julho e Setembro. O comércio externo não contribui para o crescimento do PIB há quatro trimestres consecutivos. A robustez da procura interna deve-se à resiliência da despesa dos consumidores e a um forte ritmo de investimento em inteligência artificial.
Com informação de InfoMoney.
